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Os Hor√°rios s√£o TMG




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MensagemEnviado: quarta out 28, 2009 3:04 am 
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Matador

Registado: sexta jun 06, 2003 12:36 pm
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Caros Forenses,

Gostaria de pedir que algum utilizador fizesse um levantamento de todas as raz√Ķes para cada pe√ßa da farda de forcado e se poss√≠vel uma imagem do padr√£o de cada jaqueta de forcado (sff uma imagem perto em que se possa ver os padr√Ķes bem definidos e n√£o uma imagem de algum forcado com ela vestida ao longe).

Imagem

Cumprimentos

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Filipe Graciosa


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MensagemEnviado: quinta out 29, 2009 8:34 pm 
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Registado: quinta out 29, 2009 8:19 pm
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Padrão do Grupo de Forcados Amadores da Póvoa de São Miguel
Anexo:
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MensagemEnviado: segunda nov 02, 2009 10:04 pm 
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Ganadero
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Registado: quinta set 10, 2009 4:45 pm
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Jaqueta de ramagens, cinta vermelha, camisa branca imaculada e atilhos vermelhos nos punhos, gravata vermelha ou preta (em caso de luto), barrete verde cor da folhagem gola vermelha garrida, cal√ß√£o justinho da cor do trigo os bot√Ķes prateados, meia branca de renda tal como o campino, sapato de prateleira e atacador amarelo, suspens√≥rios castanhos (podem ser pretos ou vermelhos).

O TRAJE REGIONAL PORTUGUÊS E O FOLCLORE
de Madalena Braz Teixeira
Citar:
O Ribatejo reflecte nos seus trajes tanto os costumes ligados √† actividade piscat√≥ria desenvolvidos no rio Tejo, como, e acentuadamente, porque mais ricos e com mais visibilidade, os trajes envergados pela popula√ß√£o que trabalhava na zona das lez√≠rias, na cria√ß√£o de gado, nomeadamente de cavalos e touros. Os rituais ligados √†s festas sazonais e anuais, no contexto desta economia, elegeram uma tipologia de festividades, as touradas, cujo √©poca √°urea e m√≠tica remonta √† √©poca tardo-barroca e, muito especialmente, ao reinado de D. Jos√©, quando os touros de morte passaram a ser proibidos. Por outro lado, tamb√©m √© preciso referir a derrocada do Pal√°cio Real de Salvaterra de Magos, provocada pelo mesmo terramoto que assolou Lisboa. O facto de a fam√≠lia real ter abandonado aquelas paragens e deixado de l√° passar temporadas, mesmo na √©poca venat√≥ria, conduziu a um certo decl√≠nio da regi√£o, que veio a ser colmatado com a cria√ß√£o da Companhia das Lez√≠rias. Deste modo, a indument√°ria regional desta zona reflecte o sentido de uma gest√£o unificadora e empresarial. O traje de mo√ßo de estrebaria corresponde a uma farda, tal como o do forcado e o pr√≥prio traje de campino. O primeiro usava umas cal√ßas de serrubeco ou, mais recentemente, de cotim e um blus√£o riscado azul e branco. Tanto o forcado como o campino usavam cal√ß√£o, como no s√©culo XVIII, seguindo a moda da aristocracia de ent√£o. O colete do campino tem um formato semelhante aos de cerca de 1820, com gola de rebu√ßo, enquanto o forcado usa, sobre a cintura, uma larga faixa de protec√ß√£o de cor encarnada. A jaleca do campino √© uma jaqueta curta, com a configura√ß√£o de uma casaca de Setecentos ou mesmo Imp√©rio, n√£o sendo abotoada para deixar o corpo livre para a montaria. √Č no entanto bastante justa ao corpo, para que n√£o possa ser puxada ou sujeita a qualquer repel√£o dado pelos animais. √Č pespontada, dando um ar afidalgado √† figura. A jaqueta do forcado tamb√©m √© curta, e era inicialmente manufacturada em tecido lavrado. Ambas estas figuras usam barrete, colocado de modos diferentes, o que indica de imediato que pertencem ao mesmo estrato social. Tanto o lavrador ribatejano como o alentejano vestem similarmente de castanho ou cinzento ou preto, envergando semelhante jaqueta curta solta e desabotoada, sem atavios e um s√≥brio chap√©u preto, de aba m√©dia, √† portuguesa.

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MensagemEnviado: segunda nov 02, 2009 10:30 pm 
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Ganadero
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Registado: quinta set 10, 2009 4:45 pm
Mensagens: 920
de Manuel Peralta Godinho e Cunha
in http://sol.sapo.pt/blogs/partebilhas/archive/2006/12/05/FORCADOS-E-TRADI_C700D500_ES.aspx

Citar:
FORCADOS E TRADI√á√ēES
Alguns reis da Península Ibérica tiveram acção decisiva no toureio que se pratica actualmente.
Carlos II de Espanha, √ļltimo rei da Casa de √Āustria, n√£o teve filhos dos dois matrim√≥nios, tendo legado a coroa de Espanha a Filipe de Anjou, seu sobrinho-neto.
Filipe de Anjou, neto de Lu√≠s XIV de Fran√ßa, ao pretender ser rei de Espanha, mergulhou o pa√≠s numa guerra civil denominada ‚ÄúGuerra da Sucess√£o‚ÄĚ em disputa com um outro pretendente, o arquiduque Carlos de √Āustria, guerra que durou 13 anos.
Pela ‚ÄúPaz de Utreque‚ÄĚ, Filipe de Anjou √© reconhecido em 1714 como Filipe V de Espanha.
Este rei, de h√°bitos afrancesados e sem respeito pelas tradi√ß√Ķes espanholas, resolveu proibir os nobres de tourearem a cavalo.
Assim, o toureio a cavalo caiu quase no esquecimento em Espanha e em Portugal continuou a sua evolução.
Alguns reis em Portugal ter√£o sido aficionados √† Festa Brava, com destaque para Jo√£o IV (1604-1656), Pedro II (1648-1706), Jo√£o V (1689-1750) e Miguel I (1802-1866). Contudo, a mais antiga refer√™ncia √© do reinado de Duarte I, com corridas de toiros realizadas em √Čvora nos anos de 1431 e 1432.
Mas, em 1836, no reinado de Maria II, por decreto r√©gio, passou a ser proibida a morte dos toiros na pra√ßa, que era praticada pelos cavaleiros utilizando os roj√Ķes. Assim, para remate da lide, os monteiros passaram a pegar os toiros.
Os monteiros ou alabardeiros, eram mo√ßos que tinham deixado as alabardas ‚Äď para n√£o ferirem o toiro ‚Äď estas foram substitu√≠das pelos forcados dos mosquetes e, assim defendiam na arena o acesso √† escadaria real, sendo comandados por um cabo. Era, portanto, uma for√ßa militarizada.
Consta que em 1656 existiu um grupo constituído após uma selecção feita por alabardeiros da Guarda Real de Afonso VI. e que pegavam os toiros de caras e de cernelha.
Os monteiros e alabardeiros que pegavam toiros, passaram a ser chamados ‚Äúmo√ßos de forcado‚ÄĚ e 1837 ter√° sido a ano do aparecimento formal e regular dos grupos de forcados nas arenas portuguesas.
Foi no Ribatejo e no Alentejo que se constitu√≠ram os primeiros grupos de forcados, tendo ficado c√©lebre o Grupo de Riachos que esteve presente nas inaugura√ß√Ķes das pra√ßas de toiros de √Čvora e de Lisboa (Campo Pequeno).
No Alentejo existiram diversos grupos de forcados, sendo conhecido como dos mais antigos um de √Čvora, comandado por Paulo Barbas em 1914.
Também em 1915 foi fundado o Grupo de Forcados Amadores de Santarém, tendo por cabo António Gomes de Abreu. Grupo que ainda hoje existe e que teve sempre continuidade ao longos dos anos, sendo actualmente o mais antigo do país.
Anteriormente, nos finais do século XIX começo do século XX, existiu o excelente Grupo de Forcados Amadores do Real Club Tauromáquico, que teve no seu comando cabos de enorme valor, nomeadamente Eugénio Monteiro e Carlos d’Avelar Pereira.
Depois constituiu-se o Grupo de Forcados Amadores do Ribatejo, tendo por cabo Jayme Godinho, mas durou poucos anos, tendo dado origem ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém.
Em Portugal, durante muito tempo, para muitos aficionados e cronistas taurinos mais interessados na corrida à espanhola, a pega era incomoda e a não considerar nas corridas, porque para esses, o forcado era um obstáculo à introdução do toiro de morte.
Mas a pega teve tamanha evolu√ß√£o nas pra√ßas de toiros portuguesas, que hoje j√° n√£o √© com a mesma obstina√ß√£o que os aficionados da corrida √† espanhola atacam a corrida √† portuguesa, a ‚Äútourada‚ÄĚ como esses a gostam de denominar.
Nos grupos de forcados n√£o se perderam completamente algumas das caracter√≠sticas militarizadas dos anteriores monteiros ou alabardeiros. Assim, o chefe ou comandante do grupo continua a ter a denomina√ß√£o de ‚Äúcabo‚ÄĚ, ao traje continua a chamar-se ‚Äúfarda‚ÄĚ e a ‚Äúantiguidade‚ÄĚ dos forcados continua a ser respeitada.
Nas cortesias os forcados d√£o a direita ao cabo, formam por antiguidade e o √ļltimo elemento √† esquerda √© o forcado mais novo.
Se o cabo for colhido ou na impossibilidade de estar presente, toma a chefia do grupo o forcado mais velho. N√£o o forcado que tiver mais idade, mas o mais antigo no grupo.
O forcado mantém a antiguidade, mesmo que já tenha saído do grupo, essa antiguidade será respeitada caso volte a fardar-se nesse mesmo grupo.
Mesmo fora da pra√ßa, quando nos jantares ou outras reuni√Ķes do grupo, ter√£o assento junto ao cabo os forcados mais antigos, mesmo que j√° retirados.
Contudo, a nomeação de novo cabo, não terá a ver com a antiguidade, mas com o reconhecimento do Grupo pelas qualidades de um dos elementos e aceite pela maioria.
O cabo dever√° ser o garante dos valores do forcado amador e, dentro e fora da pra√ßa, o respons√°vel por todas as atitudes e comportamento do seu Grupo. O cabo n√£o deve faltar no Grupo, principalmente nos piores momentos. O cabo tem tamb√©m a responsabilidade de preservar as tradi√ß√Ķes. A ele dever√£o ser imputadas todas as ac√ß√Ķes de liga√ß√£o entre os actuais e antigos elementos do seu Grupo de forma que o historial seja uma refer√™ncia no presente e para o futuro.
Em praça, e quando actua mais do que um Grupo, o mais antigo forma nas cortesias à direita e pega o primeiro toiro.
A antiguidade de um Grupo perde-se, desde que o Grupo n√£o tenha actua√ß√Ķes sequenciais ao longo dos anos.
Assim, n√£o ser√° leg√≠timo um Grupo ser anunciado como mais antigo, quando esteve sem actua√ß√Ķes por mais de uma √©poca. Para ser considerada a antiguidade, ao Grupo n√£o √© suficiente usar o nome de um outro Grupo do passado, porque √© necess√°rio actua√ß√Ķes sequenciais ao longo dos anos.
À jaqueta e ao barrete, o forcado tem uma estima especial. São peças da farda de valor e grande estimação.
A jaqueta representa o Grupo de que faz parte. A jaqueta dever√° ser entregue ao cabo quando o forcado deixa de pegar.
O barrete é a peça de vestuário mais querida do forcado e é guardado como relíquia e passa para um filho ou neto quando um destes pegar toiros.

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MensagemEnviado: ter√ßa nov 10, 2009 9:56 pm 
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Banderilheiro

Registado: s√°bado set 26, 2009 2:23 am
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Sabem do que √© que eu n√£o gosto? √Č ver por vezes os forcados utilizarem barretes t√£o rotos e t√£o sujos que deveriam estar no lixo.


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