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Autor Mensagem
 Assunto da Mensagem: Artigo de Rute Mour√£o
MensagemEnviado: ter√ßa fev 15, 2011 7:38 pm 
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Registado: sexta out 15, 2010 6:40 pm
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Caros aficcionados, muito me agradaria ter acesso ao estudo que esta colega fala no seu artigo. Serviria para calar muitos anti-taurinos.

http://www.toureio.com/exp/index.php?option=com_content&view=article&id=2348:problemas-etico-morais-das-actividades-tauromaquicas&catid=60:opiniao&Itemid=92

Problemas ético-morais das actividades tauromáquicas
Escrito por Redacção
Segunda, 14 Fevereiro 2011 02:13

O toiro de lide √© uma das minhas paix√Ķes. A nobreza, impon√™ncia, postura e beleza de um toiro, no campo ou numa pra√ßa, cativam-me tal como toda a arte veterin√°ria que lhes √© concedida.




Todos estes motivos, tal como os desentendimentos entre a festa brava e a protecção dos animais, contribuíram para a minha vontade de rabiscar este artigo.

Entristece-me a exist√™ncia de desacordos e acusa√ß√Ķes entre estas duas associa√ß√Ķes. Seria de muito bom-tom falar-se daquilo que √© do nosso conhecimento. N√£o √© justo nem correcto, afirmar que a tauromaquia √© uma ‚Äúind√ļstria b√°rbara‚ÄĚ sem ter conhecimento algum acerca da origem desta ra√ßa, das suas caracter√≠sticas fisiol√≥gicas, das preocupa√ß√Ķes que ganadeiros e m√©dicos veterin√°rios t√™m a n√≠vel de profilaxia m√©dica e sanit√°ria pois √© de extrema import√Ęncia o aparecimento de qualquer patologia num toiro de lide.

Presumo, que os meus amigos da liga portuguesa dos direitos dos animais pensem ‚ÄúClaro, porque um animal d√©bil n√£o oferece qualquer mais-valia ao criador‚ÄĚ. Na verdade, estes animais, bem como todas as esp√©cies pecu√°rias, t√™m elevado valor econ√≥mico pois s√£o criados para fins comerciais e para espect√°culos taurinos. Por√©m, ningu√©m sabe o orgulho e a alegria que um ganadeiro sente ao ver um toiro da sua ganadaria ser corrido numa pra√ßa.

O agradável da festa não é observar um ferro cravado num toiro mas perscrutar aquilo que o distingue dos outros animais, ou seja, os seus atributos físicos e comportamentais que lhe determinam a chamada bravura.

A bravura resulta de uma fisiologia e temperamento particulares que harmoniza a casta, ou seja, o instinto agressivo e a nobreza, isto é, a sua simplicidade. Se não estiver presente uma destas características apresenta-se um animal manso, o que acarreta a impraticabilidade da lide. Isto, para tentar decifrar que sem actividades tauromáquicas esta raça finda.

A moral de uma corrida de toiros resume-se na capacidade intelectual de entender o que é um toiro bravo e que a bravura é cultura portuguesa devendo ser respeitada.

Quando algu√©m tem a aud√°cia de defender a ideia de que a tauromaquia √© uma ‚Äúactividade violenta e retr√≥grada‚ÄĚ, sinto-me no direito de contestar o que entende acerca do toiro de lide e cultura.

Traduzindo, agora, a finalidade das actividades tauromáquicas, como é o caso das corridas de toiros, quando se declara que devido à realização destas se preserva a espécie, não se afirma de modo algum, que a raça é assegurada ao cravar-se um ferro no lombo do animal. O que se pretende que seja entendido é que uma lide estimula todos os aspectos físicos e comportamentais que distinguem esta raça de qualquer outro bovino.

Este animal não é um ente querido nem um objecto favorito, nem se pode afirmar que é uma espécie exótica, é pura e simplesmente um ser vivo extraordinariamente bravo.

O toiro é um animal "especial", endocrinamente falando, já que possui uma resposta totalmente diferente de todos os outros animais.

Para investigar se a resposta neuroendócrina do toiro de lide seria igual à de outras raças de bovinos ou de gado de características diferentes, realizou-se um estudo neuroendócrino (hipotálamo-hipófise-adrenal), com a finalidade de analisar as principais hormonas reguladoras.

Avaliou-se a fisiologia do stress, no que respeita aos espect√°culos taurinos, procedendo-se √† quantifica√ß√£o da ACTH (h. hip√≥fis√°ria), Cortisol (produzido nos c√≥rtex das gl√Ęndulas supra-renais) e adrenalina e noradrenalina (h. medulares) durante a lide.

√Č claro que o toiro est√° sob stress mas com este estudo foi poss√≠vel demonstrar que os n√≠veis de ACTH e Cortisol s√£o, significativamente, mais elevados no momento em que o toiro sai √† pra√ßa, por exemplo, do que durante a lide. Durante a lide h√°, tamb√©m, uma menor liberta√ß√£o destes do que durante o transporte.

A concentra√ß√£o de hormonas em novilhos √© superior √† dos toiros, talvez devido ao novilho ser um animal mais jovem e por isso est√° menos habituado ao seu maneio. O mesmo acontece quando bovinos jovens entram pela primeira vez numa manga aquando de ac√ß√Ķes profil√°ticas.

O mecanismo do stress é comparado à fisiologia do exercício, ou seja, quanto maior a habituação, melhor serão os resultados e menor será o stress. Além de que é óbvio que o toiro passa mais tempo no campo e, por isso, fisiologicamente falando, desenvolve por completo o seu sistema de regulação hormonal.

Para provar que os resultados obtidos em animais lidados eram correctos, realizou-se uma análise a toiros utilizados em corridas de rejoneio, onde não são aplicados tércios de varas, bandarilhas e não se molesta o animal com a muleta. Qual terá sido a surpresa ao comprovar que os níveis de ACTH e Cortisol estavam mais elevados nestas corridas do que naqueles toiros que foram submetidos a uma lide completa.

De acordo com estes resultados podemos afirmar que as corridas de rejoneio são mais stressantes do que as de lide normal, o que reforça mais a hipótese de que a saída para a praça é o momento mais stressante de toda a lide.

Evidentemente que tamb√©m me preocupa contradizer as atrocidades que se declaram acerca da dor sentida pelo toiro. Acredito que seja desconhecido o facto do toiro de lide ter desenvolvido uma certa resist√™ncia √† dor mediante o maneio que lhe foi atribu√≠do. Situa√ß√Ķes como ferras e tentas, estimulam a liberta√ß√£o de endorfinas (neurotransmissores) que bloqueiam a passagem do impulso nervoso e ‚Äúanestesiam‚ÄĚ o animal minimizando-lhe a dor. O mesmo acontece aquando de uma lide a cavalo ou a p√©.

Não só se realizou um estudo para a fisiologia do stress deste animal, como também se analisou o limite de dor. Quantificou-se as beta-endorfinas, que são opiáceos endógenos encarregues de bloquear os receptores da dor no local onde esta se produz até ao momento que deixa de ser sentida, como já tinha referido a priori.

Atrav√©s dos resultados obtidos provou-se que o limite da dor dos toiros √© bastante extenso, ou seja, durante a lide, s√£o libertadas grandes quantidades de beta-endorfinas que ‚Äúanestesiam‚ÄĚ este animal.

Arrisco-me a questionar, aos defensores do fim das actividades taurom√°quicas, qual a sua opini√£o acerca de matan√ßas, ca√ßa, pesca, avi√°rios‚Ķ porque qualquer uma destas actividades causa dor aos animais. Ser√° que me v√£o dizer que n√£o comem carne nem peixe? Provavelmente comer√£o mas responder-me-iam que um porco ou uma sardinha n√£o s√£o humilhados em p√ļblico. Um toiro bravo tamb√©m n√£o. Quem vai a uma pra√ßa de toiros ver um espect√°culo n√£o vai ridiculariz√°-lo mas sim aplaudi-lo pelo seu trapio.

O trapio n√£o √© mais que um conjunto de atitudes, reac√ß√Ķes, aspectos morfol√≥gicos e comportamentais desta ra√ßa. Assim sendo, afirma-se que um toiro tem trapio quando cont√©m todos os tra√ßos f√≠sicos imprescind√≠veis para a lide. Um toureiro executa a sua tarefa de acordo com as particularidades da ra√ßa brava, ou seja, actua acompanhando sempre o seu instinto bravio.

Para proferir acerca de actividades tauromáquicas deverá alcançar-se o que é uma corrida de toiros ou uma novilhada e o porquê de determinado animal ser escolhido para ser lidado numa praça. Não é por ser o mais fraco ou o mais desfigurado, mas sim por ser aquele que possui o tal trapio, a tal nobreza, a tal casta…

√Č ao observar todas estas minuciosidades que eu, aficionada, vibro numa bancada de uma pra√ßa de toiros e n√£o por ver ferros cravados no lombo. Para os entendidos na mat√©ria, o toiro bravo n√£o sofre, apenas demonstra a sua aud√°cia.

√Č por se ignorarem todos estes conceitos que se escrevem frases infelizes e dispens√°veis como: ‚ÄúN√£o me venham com falsos argumentos de que a tourada tem como prop√≥sito a preserva√ß√£o da esp√©cie. O touro pediu alguma vez para ser "preservado" com uns ferros no lombo?‚ÄĚ.

Como futura profissional na área das ciências veterinárias, sinto-me responsável por salvaguardar esta raça e os espectáculos taurinos, mas também por assegurar o estatuto ético do animal.

O bem-estar do toiro de lide acaba por ser uma actualiza√ß√£o das suas potencialidades atrav√©s de uma actividade. E bem-estar n√£o √© √©tica? A mais que n√£o seja profissional. M√©dicos Veterin√°rios e Enfermeiros Veterin√°rios que se especializem nesta √°rea, pretendem que o toiro mantenha a sua bravura porque, caso contr√°rio, teremos animais de natureza brava ‚Äúobrigados‚ÄĚ a serem mansos devido √† aus√™ncia de est√≠mulos.

Desta forma, qualquer toureiro respeita a natureza deste ser vivo desafiando-o, pois é um animal de estímulos.

Um animal de ra√ßa brava tem o direito de usufruir de toda a assist√™ncia m√©dico-veterin√°ria. √Č por isto, que existe um conjunto de medidas profil√°ticas que s√£o aplicadas e m√©dicos veterin√°rios especializados, nesta √°rea, para que se garanta a sanidade destes animais.

√Č certo que aquilo que nos diferencia dos animais √© a intelig√™ncia e, como tal, agradecia a todos aqueles que humilham e barbarizam a festa brava, compreendam que aquilo que um toiro sente ao ser-lhe cravado um ferro √© dor e n√£o sofrimento. O sofrimento pertence √† intelig√™ncia emocional, intelig√™ncia essa que s√≥ a n√≥s, ser humanos, foi conferida.

Estimados defensores do término dos espectáculos taurinos, depreendam que uma ganadaria salvaguarda uma espécie e que sem lide não existe raça brava.

Autora: Rute Mour√£o


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