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MensagemEnviado: segunda mar 01, 2010 5:57 pm 
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Caros Forenses,

Ao ler a página do Facebook da Frente Pró Tourada, encontrei este texto que tinha sido citado do blogue http://www.enxuto.org, gostaria de partilhar com vocês e saber a vossa opinião:

Citar:
A propósito de liberdades, tauromaquia e Natal

22 de Fevereiro, 2010 por Miguel RM
Li hoje uma curiosa notícia sobre tauromaquia que me vai ajudar a falar sobre esta questão das liberdades. Há vários anos que se assiste em Portugal a um conflito público entre amigos e inimigos das touradas. Obviamente, os inimigos concentram-se nos grandes centros urbanos, onde a noção de amizade com os animais está profundamente influenciada pela profusão de animais de companhia, e os amigos concentram-se nas zonas rurais com tradições tauromáquicas e interesses económicos relacionados com as touradas. Esta questão interessa-me porque não posso deixar de compreender as motivações de uns e de outros. Mas interessa-me também porque está muito relacionada com a questão das liberdades. Ora, a existência duma tradição tauromáquica no nosso país, sobretudo no centro e no sul, não pode ser negada por ninguém. Também não pode ser negado que esta tradição mediterrânica está hoje muito limitada territorialmente (Espanha, Portugal, sul de França e alguns países da América Latina, nomeadamente México). Estou à vontade para falar sobre este assunto, pois não gosto de touradas. Mas não posso negar que há muitos que gostam, que há uma economia regional relacionada com esta actividade e que há justificação histórica para a existência e promoção do espectáculo. Sim, é cultura na acepção lata do termo, tal como se aceita que a culinária ou a moda fazem parte da cultura. Não têm portanto razão nenhuma os membros do chamado “Partido Pelos Animais”. Mas têm o direito de vociferar, tal como eu tenho o direito de considerar que os chamados “amigos dos animais” tendem a deixar-se levar por ideias erradas acerca do que são as condições de vida no campo. Não posso deixar de pensar que a profusão de animais de companhia nas grandes cidades está muito relacionada com a degradação das relações interpessoais. Quanta frustação com os humanos não é compensada com o desvelo dedicado a um animal de companhia? Não é de estranhar que a profusão de animais de companhia (e os interesses económicos do sector) tenha dado origem a algum fundamentalismo, nomeadamente em relação aos chamados “direitos dos animais”. Ora, para mim, só seres racionais são titulares de direitos. Obviamente, há direitos de seres sem plena capacidade racional (crianças, doentes mentais), mas esses são os direitos que nós, seres racionais, estabelecemos como limites à nossa acção. O mesmo se pode dizer dos animais (desculpem a crueza da comparação). Os direitos que lhes atribuimos são aqueles que nos impomos como limites à nossa acção, e mais nenhuns. Não posso deixar de salienta as corajosas declarações de Paulo Rangel há quase um ano, quando afirmou que gostava muito do cão dele, mas a morte dele não poderia nunca ter mais significado do que a morte de qualquer pessoa em qualquer parte do mundo (espero que não entendam esta referência como um apoio implícito. Estou apenas a salientar uma declaração dum político que não teve medo de ser “politicamente incorrecto” acerca dum assunto).

Estou portanto com os aficionados das touradas, não porque seja um deles, mas porque defendo as liberdades. E defender as liberdades é, acima de tudo, defender os direitos dos nossos adversários. Para mim não é nada de novo: sendo eu agnóstico, indignei-me contra a ocultação do Natal a que se estava a proceder na instituição em que trabalhei (Comissão Europeia): substituição dos votos de “Feliz Natal” por “Festas Felizes”, vontade de não festejar o Natal nas creches, etc. É o memo caso que a tauromaquia: não tenho a menor paciência para a chamada época natalícia, mas choca-me que, em nome dum pretenso multiculturalismo, se negue ou se oculte a existência de valores tradionais maioritários. Os direitos das pessoas “conservadoras” não são diferentes dos das pessoas “progressistas”, a não ser para meia dúzia de iluminados embriagados com a noção central do materialismo histórico que consiste na fé num percurso gradual da humanidades das “trevas” para as “luzes”.

Miguel RM – licenciado em História; linguista na administração pública desde 1977.

Cumprimentos

_________________
Filipe Graciosa


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