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Os Hor谩rios s茫o TMG




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MensagemEnviado: ter莽a jun 11, 2013 10:25 am 
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Registado: domingo jun 09, 2013 12:53 am
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I 鈥 Introdu莽茫o

Face aos acontecimentos registados nas 煤ltimas semanas, e em virtude da postura assumida pela Pr贸toiro para comigo, bem como das especula莽玫es a que esse facto deu azo, sinto-me no direito de esclarecer publicamente as raz玫es que conduziram ao meu afastamento da Federa莽茫o Portuguesa das Associa莽玫es Taurinas.
Fa莽o-o, em primeiro lugar, porque sinto a obriga莽茫o moral de oferecer a todos os aficionados que ao longo destes quinze meses comigo trabalharam, em mim confiaram e me ofereceram a sua ajuda, bem como a todos aqueles com os quais estabeleci rela莽玫es de profundo respeito e amizade, a minha vers茫o dos acontecimentos. Aproveito, ainda, para remeter a todos aqueles que me t锚m enviado mensagens de gratid茫o, solidariedade e, at茅, indigna莽茫o, o meu profundo obrigado.
Fa莽o-o, em segundo lugar, porque a necess谩ria dist芒ncia temporal dos acontecimentos me permitem, agora, uma an谩lise ponderada, sem rancores, contudo n茫o livre de algum natural ressentimento, 脿 medida que tomo consci锚ncia de que todo este processo foi conduzido por algumas pessoas na Pr贸toiro, com igual dignidade, lealdade e destreza intelectual, de que se podem orgulhar os concorrentes do 鈥淏ig Brother鈥 em noite de nomea莽玫es.
Cumpri, antes de tomar esta decis茫o, com algumas metas que tinha estabelecido e que me obrigavam, por uma quest茫o de lealdade, respeito e educa莽茫o, a oferecer, tamb茅m e pessoalmente, a algumas pessoas com responsabilidades na Pr贸toiro, as verdadeiras raz玫es que conduziram ao meu afastamento da Comiss茫o Executiva. Tive, ainda, oportunidade de lhes expressar a minha indigna莽茫o pela forma como todo este processo foi, e continua a ser, conduzido pela Direc莽茫o da Federa莽茫o Portuguesa das Associa莽玫es Taurinas.
Gostaria, ainda, de agradecer a toda a Imprensa Taurina que me tem contactado ao longo das 煤ltimas semanas, solicitando entrevistas e esclarecimentos e colocando 脿 minha disposi莽茫o os v谩rios canais de que disp玫em para que eu pudesse contar a minha hist贸ria. Opto agora por enviar este esclarecimento, para n茫o correr o risco de, ainda que involuntariamente, ser acusado de beneficiar algu茅m. No entanto, a partir deste momento, estarei 脿 disposi莽茫o de toda a Imprensa Taurina que julgue pertinente enviar-me as suas quest玫es.

II 鈥 A minha entrada para a Pr贸toiro
II.I 鈥 O convite para o debate da TVI

Sensivelmente em meados do m锚s de Outubro de 2011 recebi, em minha casa, um telefonema do Dr. Jos茅

Fernando Potier, pessoa a quem conhecia apenas por ter pegado no Grupo de Forcados da minha Terra, e por algum do trabalho que o mesmo vinha desenvolvendo na Associa莽茫o Nacional de Grupos de Forcados. Nesse telefonema, foi-me explicado que a Pr贸toiro havia sido convidada para um debate na TVI e que, em virtude dos maus resultados conseguidos em debates anteriores, havia necessidade de mudar a forma, conte煤dos e argumentos a apresentar, bem como as caras que representavam a Tauromaquia nos mesmos. Atrav茅s de um amigo comum, havia tido conhecimento das minhas interven莽玫es p煤blicas em debates virtuais - 鈥淪im versus N茫o 脿 Tauromaquia鈥 - dos resultados conseguidos, bem como do meu arquivo pessoal que, desde logo, coloquei 脿 total disposi莽茫o da Pr贸toiro. Solicitou-me, ainda, autoriza莽茫o para dar o meu n煤mero de telefone ao Dr. Diogo Costa Monteiro que, caso eu aceitasse integrar o painel escolhido, me esclareceria dos restantes pormenores.
Acedi, colocando apenas como condi莽茫o que nos encontr谩ssemos previamente, no sentido de acertar estrat茅gias e argumentos, dividir assuntos e tomar conhecimento do que cada um poderia aportar de positivo a um debate deste tipo e com todas as condicionantes que, tanto pelo local, como pelo moderador, 脿 partida, enfrentar铆amos.
Como 茅 do conhecimento publico, este debate teve lugar no dia 31 de Outubro de 2011, e ser谩 bom salientar que na altura em que nele participei, j谩 todos os anti taurinos, dignos de assim serem designados em Portugal, conheciam o meu nome. Talvez porque a minha incessante busca de protagonismo a isso conduzisse.

II.II 鈥 O convite para integrar a Comiss茫o Executiva

Tr锚s dias ap贸s o referido debate, novamente em minha casa, recebo, via correio electr贸nico, um pedido de ajuda do Dr. Diogo Costa Monteiro que, e justi莽a lhe seja feita, tal como eu havia defendido no debate, reconhecia que a defesa da Tauromaquia em Portugal necessitava da pr贸-actividade dos aficionados. Considerava que o esperar que os agentes profissionais da Festa se empenhassem e ajudassem, n茫o nos faria sair do marasmo em que nos encontr谩vamos, que havia que por ordem na casa e, mais uma vez com cr茅dito
para o Dr. Diogo Costa Monteiro, havia chegado 脿 conclus茫o de que, n茫o s贸 n茫o conseguiria levar a Pr贸toiro sozinho, como havia a necessidade de chamar os aficionados a colaborar no projecto.
Mais uma vez acedi, e demos inicio ao trabalho de elabora莽茫o do Plano de Ac莽茫o para 2012, que veio a ser mais tarde apresentado a toda a Direc莽茫o, aprovado, e do qual resultou o convite formal para que se criasse e integr谩ssemos a Comiss茫o Executiva, da qual foi, indiscutivelmente, o Dr. Diogo Costa Monteiro o pai ideol贸gico.

II.III 鈥 O convite para trabalhar a tempo inteiro na Pr贸toiro

Tendo em conta o volume de trabalho que nos prop煤nhamos levar a cabo, bem como a escassez de tempo de que cada um dos membros da Comiss茫o Executiva dispunha, uma vez que todos t铆nhamos os nossos trabalhos, tornou-se obvio que o implementar do Plano de Ac莽茫o que a Comiss茫o Executiva havia delineado para a Pr贸toiro, tendo em vista uma defesa, promo莽茫o e divulga莽茫o da Festa de Toiros em Portugal, feita de um ponto de vista estruturado, consistente, e que pudesse apresentar resultados positivos, s贸 poderia ser conseguido se encarado de uma forma profissional.
Neste sentido, por meados do m锚s de Abril de 2012 recebi, novamente em minha casa, um telefonema do Dr. Diogo Costa Monteiro, questionando a minha disponibilidade para integrar esse novo projecto de profissionaliza莽茫o, nuns casos a tempo inteiro, e noutro parcial, da Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro. Para al茅m de questionar a minha disponibilidade para abra莽ar esse projecto, foi-me tamb茅m questionado o sal谩rio pelo qual eu estaria disposto a integrar a Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro a tempo inteiro.

Para esse efeito, durante um almo莽o em minha casa, no dia 12 de Maio de 2012, foi discutido com o Dr. Diogo Costa Monteiro, e ficou acertado qual seria o meu vencimento para trabalhar a tempo inteiro na Pr贸toiro. Esse vencimento, que seria depois transportado para o projecto de profissionaliza莽茫o a apresentar 脿 Direc莽茫o, n茫o obstante agora ter falhado foi, mais uma vez, concebido pelo Dr. Diogo Costa Monteiro.
De salientar que no dia 7 de Junho de 2012, quando foi apresentado esse projecto de profissionaliza莽茫o, numa reuni茫o que teve lugar no Campo Pequeno, toda a Direc莽茫o da Pr贸toiro teve conhecimento do mesmo, todos concordaram que seria esse o caminho a seguir, assim como ter茫o ficado cientes de que alguns de n贸s, como foi o meu caso, iriamos abandonar o emprego e actividade que t铆nhamos, para poderemos integrar uma Comiss茫o Executiva totalmente profissional.

III 鈥 As raz玫es da minha sa铆da
III.I 鈥 鈥淎 minha busca de protagonismo鈥

Durante os 15 meses em que estive ao servi莽o da Pr贸toiro, v谩rias foram as vezes em que fui acusado de 鈥渆xcesso de protagonismo鈥. Quando integrei a Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro, fi-lo com o espirito de miss茫o que, n茫o obstante a profissionaliza莽茫o da mesma, entendo ser o necess谩rio a quem desempenha tal fun莽茫o. Julguei eu, talvez erradamente, que a principal dever de quem defende a Tauromaquia contra aos ataques de que esta 茅 v铆tima, 茅 a de dar a cara. Fi-lo em todas as circunst芒ncias, e n茫o deixa de ser curioso o facto de que, enquanto estive em Viana do Castelo, sozinho, recebendo amea莽as de todo o lado, nunca tenha recebido um 煤nico telefonema de nenhum membro da Direc莽茫o da Pr贸toiro, preocupado com o protagonismo que eu estava a ter naquele campo de ac莽茫o. 脡 贸bvio que, nestes casos, se algu茅m tem excesso de protagonismo, o mesmo deriva quase sempre da aus锚ncia do necess谩rio protagonismo de outros, relativamente a uma exposi莽茫o que tentam evitar, e ao trabalho incompleto a que isso mesmo d谩 aso.
Convenhamos, tamb茅m, que a forma como a Imprensa Taurina se referia a mim, em nada ajudou. O mal-estar que afirma莽玫es como 鈥淛os茅 do Carmo Reis a principal alma da Pr贸toiro鈥; 鈥淐armo Reis o rosto forte da Pr贸toiro鈥; 鈥淛os茅 Reis o her贸i de Viana do Castelo鈥 podem, a quem n茫o esteja completamente consciente das suas capacidades, minar confian莽as e, at茅, subverter amizades. Ter membros da Pr贸toiro em barreiras nas pra莽as, e fotografarem o Jos茅 do Carmo Reis na oitava fila, tamb茅m n茫o ajuda, mas escusado ser谩 desafiar toda a imprensa a que divulgue qual foi a foto que eu encomendei, ou a legenda pela qual me pus a jeito. Toda a Imprensa Taurina sabe que os favores que lhes pedi, e fiquei a dever, n茫o foram para meu beneficio mas, sim, para o bom trabalho e divulga莽茫o do projecto Pr贸toiro.
Mas falemos de alguns dos casos onde fui acusado de 鈥渂usca de protagonismo鈥.

III.II 鈥 O 鈥渃aso鈥 do Col贸quio de Sousel

Quando, em 20 de Outubro de 2012, fui ao Coloquio de Sousel, que tinha como tema 鈥淥 Futuro da Festa Brava em Portugal鈥, n茫o estava em representa莽茫o da Pr贸toiro, at茅 porque ningu茅m da Federa莽茫o havia sido formalmente convidado. Fui, enquanto aficionado, porque o tema a isso me incitava, e porque o painel de intervenientes a isso apelava. Gentilmente, o moderador do debate, teve a amabilidade de querer saber a minha opini茫o, e eu ofereci-lha. Tratava-se de saber como comunicar a Festa, um problema amplamente reconhecido, e ao qual eu sempre fui particularmente sens铆vel. Como sempre disse aquilo que pensava, fiz uma extrapola莽茫o, onde considerei que cerca de 90% do que se escreve, nas redes sociais sobre toiros, seria 鈥渓ixo鈥. Quando utilizei o termo 鈥渓ixo鈥, fi-lo aplicando conceitos e termos inform谩ticos, uma vez que 茅 a designa莽茫o correcta para nomear aquilo que, virtualmente, n茫o presta. Todos temos caixas de correio electr贸nico 鈥 emails - e todos devem possuir um 铆cone para onde se remete aquilo que n茫o tem valor, 茅
indesejado e, at茅, enganoso. Esse 铆cone tem uma designa莽茫o: - 鈥淛unk 鈥 Lixo鈥.
Compreendeu quem quis, e quem estava. Tive, alias, oportunidade de recentemente esclarecer esse 鈥渃aso鈥 com o autor da not铆cia, que n茫o teve problemas nenhuns em reconhecer que, n茫o estando presente, havia feito uma falsa interpreta莽茫o das palavras que eu havia proferido.
N茫o obstante, este caso foi considerado pela Direc莽茫o e restante Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro, como uma tentativa minha de colher protagonismo.

III.III 鈥 O 鈥渃aso鈥 do Jantar do Nuno Carvalho 鈥淢ata鈥

O caso do jantar que eu quis organizar em favor do forcado Nuno Carvalho foi, por ventura, aquele que mais me marcou e, ao mesmo tempo, chocou. Estando eu presente na fat铆dica noite em que o Nuno foi colhido, sempre defendi que a Pr贸toiro estaria obrigada a tomar uma posi莽茫o p煤blica, inequ铆voca e esclarecedora, bem como a colocar todos os seus recursos, conhecimentos e influencias, em favor de tudo o que fosse poss铆vel fazer para colmatar aquela que foi, indiscutivelmente, uma das maiores tragedias que aconteceram nas nossas arenas nos 煤ltimos anos. Discordei da passividade adoptada perante as evidencias e, na falta de fazermos algo institucionalmente, decidi-me a aportar o meu gr茫o de areia.
Contactei o cabo do Grupo de Forcados da Moita, alguns forcados desse Grupo e, com o consentimento e disponibilidade para ajudar dos mesmos, decidi-me organizar um jantar com uma noite de fados, em favor do Nuno.
V谩rios foram os agentes da Festa que de imediato se dispuseram a colaborar neste evento, contactei fadistas profissionais e amadores, pedi or莽amentos em restaurantes, e lancei o cartaz de divulga莽茫o. Surpreendeu-me pela positiva, o facto de, em menos de 12 horas, ter recebido cerca de 30 reservas para o referido jantar.
No dia seguinte 脿 divulga莽茫o desse cartaz, recebo um telefonema do Dr. Jos茅 Fernando Potier e outro, mais tarde, do Dr. Diogo Costa Monteiro, afirmando, entre outras coisas, aquilo que at茅 hoje n茫o consegui compreender, que as minhas fun莽玫es na Pr贸toiro eram incompat铆veis com a organiza莽茫o de um jantar que eu, e todos, entend铆amos de solidariedade, muito mais que do que necess谩ria, obrigat贸ria a qualquer aficionado. Mais uma vez, as minhas inten莽玫es foram questionadas e interpretadas como se de uma vontade de aparecer se tratasse.
Aproveito para endere莽ar daqui ao Nuno os meus votos de melhoras, e remeter-lhe, tamb茅m, o meu pedido de desculpas por n茫o ter tido, naquela altura, o discernimento e for莽a para enfrentar aqueles que, n茫o fazendo, impedem quem quer fazer.

III.IV 鈥 O 鈥渃aso鈥 da publica莽茫o da Coudelaria Freixo

O estado de coisas havia chegado, ultimamente, a um exagero e irracionalidade tal que, a hist贸ria que vou contar servir谩, pelo seu rid铆culo, apenas para que se interprete as abordagens diferentes que algumas pessoas fazem de situa莽玫es similares. No dia 16 de Mar莽o deste ano, um s谩bado, e estando a p谩gina do Facebook da Pr贸toiro parada, resolvi-me publicar uma fotografia que, pela sua qualidade, me parecia enriquecedora dos conte煤dos que partilh谩vamos. Tratava-se de um cavalo da Coudelaria Freixo que, por acaso, at茅 茅 de Montemor e que eu, numa tentativa de completar a mesma publica莽茫o, havia transcrito dois par谩grafos directamente do site da referida Coudelaria.
N茫o demorou at茅 receber uma mensagem do Dr. Diogo Costa Monteiro, a soar a repreens茫o, e acusando-me de fazer publicidade 脿 Coudelaria Freixo, por esta ser minha conterr芒nea. Este facto, pelo seu rid铆culo, nem merece coment谩rio. O que merece coment谩rio, ou ser questionado, 茅 a raz茫o pela qual a ganadaria mais partilhada ultimamente na pagina da Pr贸toiro ser a Murteira Grave? Ser谩 que na semana de 20 a 26 de Maio, o Sebastien Castella foi o 煤nico a tentar em Portugal?
N茫o vou responder. Quem tiver de o fazer que se chegue 脿 frente, mas parece-me a mim que estes factos 茅 que consubstanciam uma descarada
publicidade, em detrimento de um distanciamento, equidist芒ncia e justeza que h谩 que respeitar relativamente a todas as ganadarias que a Pr贸toiro, atrav茅s da Associa莽茫o Portuguesa de Criadores de Toiros de Lide, representa.
A busca de protagonismo assume muitas formas e motiva莽玫es e, nem sempre, aquele que mais aparece 茅 quem efectivamente o deseja.

III.V 鈥 O 鈥渃aso鈥 do almo莽o em minha casa

Desde sempre, tanto em casa de meus pais, na de familiares meus e na minha, se receberam toureiros por altura das Feiras em Montemor, tanto na de Maio, como na de Setembro. 脡 uma esp茅cie de tradi莽茫o c谩 em casa. Este ano n茫o foi excep莽茫o e, assim que tomei conhecimento de que haveria corrida em Maio, decidi-me convidar o Rui Fernandes, e a sua quadrilha, para que almo莽assem e se vestissem aqui em minha casa. Tive, no entanto, o cuidado de convidar, e com bastante anteced锚ncia, alguns dos membros da Direc莽茫o e Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro. Convidei alguns amigos e, como desse grupo fazem j谩 parte alguns jornalistas taurinos, foram tamb茅m convidados. O prop贸sito era, tal como em anos anteriores, juntar amigos 脿 mesma mesa, falar de toiros e cavalos, e passar um dia agrad谩vel.
O Hugo Teixeira acedeu ao meu convite, esteve presente no almo莽o, partilh谩mos uns bons momentos de tert煤lia e, muito sinceramente, n茫o senti necessidade de lhe pedir que n茫o tirasse as fotografias que assim entendesse. 脡 corrente, aficionados receberem toureiros e outros agentes da Festa em suas casas, essas tert煤lias acontecem, muitas vezes s茫o divulgadas publicamente atrav茅s da Imprensa Taurina, e eu n茫o vi, como n茫o vejo, incompatibilidade alguma entre representar a Pr贸toiro e receber quem eu quiser na minha casa.
N茫o obstante, nessa mesma noite, e logo ap贸s o Di谩rio Taurino ter publicado as fotos do almo莽o em minha casa, recebo do Dr. Diogo Costa Monteiro um correio electr贸nico, com o 鈥渓ink鈥 para a noticia, dizendo-me 鈥渋psis verbis鈥 que n茫o queria acreditar numa coisa daquelas, que ningu茅m na Pr贸toiro tinha aquele comportamento publico, e que achava que 鈥渟e eu queria ter aquele tipo de comportamento e visibilidade n茫o poderia, pura e simplesmente, estar na Pr贸toiro.鈥
Relembro que o 鈥渃omportamento e visibilidade鈥 a que o Senhor Dr. Diogo Costa Monteiro se refere 茅 ao facto de eu ter oferecido, a alguns amigos, um almo莽o em minha casa, e para o qual o Senhor Dr. Diogo Costa Monteiro havia sido o primeiro convidado. No entanto, esta parece ter sido uma das motiva莽玫es principais da Direc莽茫o quando na reuni茫o a que fui convocado para
estar presente no Porto Alto, no dia 8 de Maio, me manifestou o seu desagrado acerca da minha 鈥渋ncessante busca de protagonismo鈥 e 鈥渧aidade鈥!

IV 鈥 A reuni茫o da minha demiss茫o no dia 8 de Maio no Porto Alto

Quando sai de Montemor para estar presente na reuni茫o, dia 8 de Maio, no Porto Alto, embora tivesse sido convocado no dia anterior, e desconhecendo ao que ia, suspeitava o que poderia ocorrer na mesma, embora estivesse longe de imaginar a gravidade do que se passou. Aplica-se na perfei莽茫o o velho ditado de que 鈥渜uando o c茫o vai ferido, todos lhe atiram pedras鈥, e foi o que aconteceu. Se estivemos, mais de uma hora 脿 espera do Dr. Jos茅 Fernando Potier, valeu bem a espera, pois seria ele a ditar a senten莽a, de t茫o bem ensaiado que levava o discurso. Se algu茅m j谩 se encontrou numa situa莽茫o id锚ntica, onde tenha tido de enfrentar, surpreendentemente todo o tipo de acusa莽玫es sem o m铆nimo fundamento, poder谩 avaliar o que, efectivamente, se passou nesta reuni茫o. Com a agravante das mesmas serem proferidas por pessoas com as quais havia estabelecido rela莽玫es de amizade e confian莽a, embora em graus diferentes.
Para al茅m de ser confrontado com alguns dos casos do passado, que agora exponho, e que reflectiam, segundo a Direc莽茫o e Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro, o meu exagerado protagonismo fui, tamb茅m, advertido que por ter o pagamento do meu IRS em atraso, colocaria, caso isso se tornasse publico, em cheque a Pr贸toiro enquanto institui莽茫o. N茫o sei porqu锚, uma vez que a Pr贸toiro me devia h谩 altura, e deve ainda hoje, parte dos meus vencimentos. Basicamente a Pr贸toiro valorizou a minha divida para com as Finan莽as (que alias j谩 se encontra paga), ao mesmo tempo que desvalorizava uma divida muito superior que tinha para comigo.
Aqui torna-se uma obriga莽茫o, em nome da justi莽a, referir que o Jo茫o Ribeiro Telles foi o 煤nico que se insurgiu contra a forma como estava a ser conduzida aquela reuni茫o, afirmando que n茫o fazia sentido estarem a proceder 脿quilo que apelidou de minha 鈥渃rucifica莽茫o鈥, quando era a Pr贸toiro que me devia dinheiro.
Fazendo f茅 na sinceridade das palavras que me foram transmitidas por alguns elementos, tanto da Direc莽茫o como da Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro nos dias seguintes a esta reuni茫o, parece ser consensual a ideia de que vexat贸ria e humilhante para mim, s茫o as palavras que melhor descrevem o que l谩 se passou. Houve, at茅,
algu茅m que faz parte da Direc莽茫o que afirmou que eu tinha todas as raz玫es para me sentir ofendido. N茫o obstante, at茅 hoje, ainda ningu茅m teve a humildade ou considera莽茫o de o demonstrar ou admitir.
Esta reuni茫o atingiu extremos tais de rid铆culo e desproposito que me chegou a ser, pelo Dr. Jos茅 Fernando Potier, sugerido que, quando estivesse nas bancadas de uma qualquer pra莽a, e no sentido de precaver que sa铆ssem fotos minhas, deveria colocar a m茫o em frente 脿 cara!
Por ultimo, em jeito de 鈥減i猫ce de r茅sistance鈥, ainda fui confrontado pelo Dr. Diogo Costa Monteiro com a necessidade de assinar um acordo de sigilo onde, basicamente, nunca mais poderia falar livremente sobre toiros, sob pena de poder beliscar a Pr贸toiro, altura na qual seria accionada, caso a Federa莽茫o o entendesse, uma cl谩usula penal de 50.000 Euros associada a esse mesmo acordo.

V - A reuni茫o com os toureiros ap贸s a minha demiss茫o

N茫o fosse a forma como a Pr贸toiro escolheu explicar a minha sa铆da na reuni茫o com os toureiros e, seguramente, este esclarecimento n茫o teria visto a luz do dia. Foram, claramente, as raz玫es e forma que a Pr贸toiro escolheu para comunicar a minha sa铆da da Federa莽茫o que me obrigaram a esta atitude, relativamente 脿 qual n茫o retiro qualquer tipo de satisfa莽茫o. Nessa reuni茫o, escolheu a Pr贸toiro, entrar num dom铆nio que pode ser legitimamente considerado com atentat贸rio da minha honra e bom-nome, facto relativamente ao qual, e como julgo que todos compreender茫o, n茫o posso ficar indiferente.
Nessa reuni茫o, foram apontadas v谩rias raz玫es na tentativa de justificar a minha sa铆da da Pr贸toiro:
a) A primeira havia sido fruto da minha 鈥渢omada de decis玫es鈥, bem como da 鈥減romo莽茫o de ac莽玫es鈥, sem consulta da Direc莽茫o da Pr贸toiro. Aqui vejo-me obrigado a desafiar tanto a Direc莽茫o como a Comiss茫o Executiva da Pr贸toiro a que apontem quais foram essas decis玫es, quando as tomei, e em que contexto? Que eu saiba, na Pr贸toiro, e de h谩 v谩rios meses para c谩, n茫o se tomava uma decis茫o que valesse o peso da pr贸pria palavra! Volto a afirmar que a 煤nica raz茫o que me foi apontada na reuni茫o de dia 8, e que pode consubstanciar uma tomada de decis茫o, ou promo莽茫o de ac莽茫o, foi o almo莽o que ofereci em minha casa;

b) Foi afirmado que na preven莽茫o dos 鈥渢elhados de vidro鈥, aos quais a Pr贸toiro n茫o poderia estar sujeita, o meu afastamento tinha sido ditado por eu ter 鈥減roblemas com as Finan莽as鈥. Aqui n茫o s贸 a Federa莽茫o quebrou uma cl谩usula de sigilo associada ao recebimento de uma notifica莽茫o por parte da Autoridade Tribut谩ria, atropelando, at茅, o que


tinha sido acordado na reuni茫o de dia 8 de Maio no Porto Alto, como abriu portas, ao n茫o especificar que 鈥減roblemas鈥 eram esses, a que todas as especula莽玫es se tornassem v谩lidas. Provavelmente, algumas pessoas ter茫o sa铆do da referida reuni茫o, pensando que eu estaria envolvido em algum processo de fraude ou evas茫o fiscal;

c) Por ultimo, e bastante mais grave, foi afirmado nessa reuni茫o que a Pr贸toiro 鈥渘ada me devia鈥. Provavelmente, para a Pr贸toiro, os 鈥渢elhados de vidro鈥 a que se referiram diziam respeito apenas 脿 divida que eu tinha para com as Finan莽as, uma vez que aquela que a Pr贸toiro tinha, e tem, para comigo, n茫o pressup玫e, obviamente, nenhum 鈥渢elhado que possa ser quebrado鈥. Foi, assim, avan莽ada uma descarada falsidade por parte da Pr贸toiro quando, na tentativa de esconder as falhas e inercias existentes na Federa莽茫o, afirmou que 鈥渘ada me devia鈥 facto que era 脿 altura, e continua a ser hoje, mentira.

Do peso das raz玫es que foram apontadas pela Direc莽茫o da Pr贸toiro, demonstrando o seu descontentamento e justificando a minha sa铆da, avaliar茫o agora todos os aficionados, e os diferentes agentes da Festa, bem como da validade das mesmas mas, como referi, n茫o posso ficar indiferente 脿 forma e leviandade com que foi conduzido este processo.
Acerca do meu 鈥渆xcesso de protagonismo鈥, conv茅m real莽ar que nunca vi a Direc莽茫o da Pr贸toiro preocupada com o mesmo, quando foi, e continua a ser, a minha cara que aparece sempre que os anti taurinos pretendem atacar a Tauromaquia! Nunca vi a Direc莽茫o da Pr贸toiro preocupada com o 鈥渕eu excesso de protagonismo鈥, quando recebi e recebo, diariamente mensagens com insultos e amea莽as por parte dos anti taurinos! Nunca vi a Direc莽茫o da Pr贸toiro preocupada com o 鈥渕eu excesso de protagonismo鈥, quando tive as moradas e n煤meros de telefone de familiares meus, desde tios a av贸s, reveladas publicamente, em jeito de amea莽a, em sites, blogues e p谩ginas anti taurinas! Nunca vi a Direc莽茫o da Pr贸toiro preocupada com o 鈥渕eu excesso de protagonismo鈥, quando os anti taurinos partilharam a fotografia do meu filho, com a morada da escola que este frequentava, divulgando que aquele era 鈥渙 filho do Jos茅 do Carmo Reis鈥!
Por outro lado, o facto de eu ter oferecido um almo莽o em minha casa, isso sim, 茅 motivo de preocupa莽茫o para a Direc莽茫o, pois revela, de facto, uma busca de protagonismo atroz.
Quanto ao caso das Finan莽as, bem como da divida que a Pr贸toiro tinha, e tem para comigo, e pela forma como foram avan莽adas para justificar a minha sa铆da, penso que encerram uma gravidade tal que merecem que seja reposta a
verdade. Esta 茅 a de que, numa reuni茫o com v谩rios associados, a Pr贸toiro e quem usou da palavra, faltou 脿 verdade. Qualquer institui莽茫o que o fa莽a, ainda que para atingir qualquer agenda, enferma de um princ铆pio basilar na sua principal obriga莽茫o para com aqueles que representa: - Ser clara, rigorosa e, acima de tudo, verdadeira.

VI 鈥 Conclus茫o

Sa铆 da Pr贸toiro com a minha consci锚ncia absolutamente tranquila. Contrariamente 脿quilo que muitos podem pensar, a minha entrada para a Federa莽茫o deu-se, n茫o porque eu tivesse respondido a algum an煤ncio de jornal, concurso ou, at茅, voluntariado para o cargo mas, antes, porque fui convidado, e fi-lo sem nestes 15 meses arranjar nenhum biscate que me ligasse a qualquer sector dos que representava.
Cumpri com tudo aquilo que me foi exigido, e at茅 mais, uma vez que, quem me conhece sabe que a Pr贸toiro sempre esteve em primeiro lugar relativamente a tudo o resto. Contudo nunca escondi a ningu茅m que o constante atraso no pagamento dos vencimentos que comigo haviam sido acordados, estavam a colocar-me numa situa莽茫o economicamente insuport谩vel. Como prova disso, est谩 um correio electr贸nico que enviei aos meus ex-colegas da Comiss茫o Executiva em 12 de Mar莽o de 2013, lamentando a situa莽茫o a que t铆nhamos chegado, e explicando-lhes que estava a equacionar a minha demiss茫o, uma vez que o atraso no pagamento dos meus sal谩rios me estava a arrastar para uma situa莽茫o bastante dif铆cil. Foi-me, na altura, pedido que n茫o fizesse nada, uma vez que tal decis茫o poderia colocar em risco o futuro da Federa莽茫o, numa altura em que era necess谩rio assegurar aquilo a que todos nos refer铆amos j谩 como 鈥渁 sobreviv锚ncia da Pr贸toiro鈥. E eu acedi, mais uma vez.
N茫o fossem os acontecimentos que agora relato e, provavelmente, eu teria apresentado na mesma a minha demiss茫o. Discordo, profundamente, do rumo, bem como da filosofia que alguns defendem, e que parece ter-se instalado na Pr贸toiro. A vis茫o que muitos sustentam, de que a nossa Tauromaquia 茅 uma pir芒mide na
qual a Pr贸toiro ocupa o pin谩culo, e do qual n茫o deve descer para se 鈥渕isturar鈥 com os comuns aficionados, para al茅m de impostora, est谩 completamente errada. Os erros estrat茅gicos, numa qualquer organiza莽茫o, pagam-se sempre caros, e eu sempre defendi que a Pr贸toiro ser谩 t茫o mais forte, quanto mais aberta e representativa se conseguir tornar.
Encarar a Pr贸toiro como algo de ma莽贸nico, operando na sombra e em sigilo, n茫o dando a conhecer projectos e metas estabelecidas 脿queles que
podem, e devem, ajudar a Federa莽茫o e que s茫o os aficionados, conduzir谩, a menos que algo mude, sen茫o 脿 extin莽茫o, pelo menos a um longo e penoso definhar de algo que 茅 absolutamente necess谩rio 脿 nossa Tauromaquia. Mas isto apenas se consegue se esses aficionados se identificarem com o projecto e, at茅 onde vai o meu entendimento, ningu茅m se poder谩 identificar com aquilo que desconhece. Foi essa sempre a abordagem que tentei seguir. N茫o haver谩 ningu茅m que, durante estes 煤ltimos 15 meses, me possa acusar de me ter abordado, e eu n茫o ter despendido do meu tempo para com essa pessoa falar, para lhe responder 脿s quest玫es que me eram colocadas, e para dar a conhecer, na medida do que era poss铆vel, o que est谩vamos ou nos prop煤nhamos fazer.
Aqui conv茅m fazer um par锚ntesis, relativamente a um assunto que interessar谩 a todos os aficionados, bem como aos diferentes agentes da Festa. Sempre que se pretende motivar algu茅m para a necessidade de defender a Festa Brava, utiliza-se aquilo a que se pode considerar o instaurar de um clima de medo. Fornece-se 脿s pessoas uma vis茫o escura e tenebrosa do futuro da Tauromaquia, aventando que, caso nada se fa莽a, os anti taurinos acabar茫o com as corridas de toiros em Portugal. Nada mais errado! O movimento anti taurino no nosso Pa铆s, se assim se pode chamar, n茫o tem express茫o que possa representar, num futuro pr贸ximo, qualquer ataque s茅rio e estruturado 脿 nossa Tauromaquia. Conv茅m ir monitorizando aquilo que fazem, respondendo a alguns dos ataques e desfrutando do prazer que encerra o facto de lhes infligir derrotas nas suas pretens玫es, mas sempre com a consci锚ncia de que o debate e luta contra os anti taurinos, deve ser encarado, n茫o como a prioridade, mas sim como um acess贸rio.
Os verdadeiros desafios que se colocam 脿 nossa Tauromaquia, e que devem ser a principal prioridade de qualquer institui莽茫o que a pretenda defender, est茫o precisamente dentro do pr贸prio sector. H谩 que reestruturar e reorganizar toda a actividade, por forma a fortalece-la cada vez mais, e prepar谩-la, a铆 sim, para os desafios que no futuro se apresentem. A nossa pequena dimens茫o, faz-nos estar, maioritariamente, apoiados no amadorismo, com tudo de bom, mas tamb茅m de negativo que pode estar associado a esse facto. A mudan莽a, ou a possibilidade dela, nem sempre 茅 comoda, mas a Tauromaquia ser谩, no futuro, aquilo que os aficionados dela desejarem, at茅 que ponto se empenharem, bem como dos resultados apresentados pelas diferentes institui莽玫es que a pretendem defender, divulgar e promover, mas que ao mesmo tempo mere莽am faz锚-lo.
Quanto 脿 minha sa铆da da Federa莽茫o, ela n茫o implica que deixe de defender aquilo em que acredito e pelo qual sempre me bati. Isto tem a ver com pessoas, suas atitudes, e n茫o com a Tauromaquia. Resume-se muito simplesmente: - Quando a Pr贸toiro necessitou de mim, eu estive sempre presente, mesmo com preju铆zo da minha vida pessoal e financeira. O contr谩rio
n茫o foi, infelizmente, verdade! No fundo, a 煤nica magoa que me resta 茅 a de ter tomado consci锚ncia, da pior forma poss铆vel, de que n茫o valeu a pena representar com tanto empenho uma institui莽茫o, onde algumas das pessoas que a integram, conseguem ser t茫o, ou mais, desleais que os pr贸prios anti taurinos.

Um abra莽o a todos,

Jos茅 do Carmo Reis
Junho de 2013


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